Em 2008 estava começando a estourar no mundo a pandemia de influenza H1N1. Os dados de como e onde o vírus se alastrava eram por demais desatualizados pois ele incubava por praticamente duas semanas antes do paciente procurar ajuda, quando o caso é registrado nos órgãos competentes, que por sua vez demoram mais ainda para […]

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Em 2008 estava começando a estourar no mundo a pandemia de influenza H1N1. Os dados de como e onde o vírus se alastrava eram por demais desatualizados pois ele incubava por praticamente duas semanas antes do paciente procurar ajuda, quando o caso é registrado nos órgãos competentes, que por sua vez demoram mais ainda para agregar os dados às estatísticas. Para ter algum efeito preventivo, o CDC americano (espécie de ministério da saúde deles) precisava saber muito antes onde seria o próximo foco de infecção.

Quem matou a charada? O Google. Quando uma pessoa começa a sentir qualquer sintoma, muitas vezes ela pesquisa no Google em busca de informação. E quais termos ela pesquisa? Não sabemos (mas isso não importa). Os cientistas do Google cruzaram milhões de pesquisas feitas semanas antes do H1N1 ser detectado em uma região pelos dados oficiais, e comparando-as com as pesquisas que estão sendo feitas agora, conseguiram descobrir as correlações e criar um gráfico que prevê, em tempo real, como o H1N1 está se espalhando. O método se mostrou mais de 90% eficiente. Hoje esse serviço está disponível a todos gratuitamente, e mostra não apenas a influenza, mas também outras doenças. Veja por exemplo onde a Dengue está se espalhando no Brasil nesse exato momento clicando aqui.


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