Diferindo da adaptação cinematográfica de William Wyler, de 1939, O Morro dos Ventos Uivantes, trata-se de um romance psicótico que nos leva a contestar até que ponto podemos chegar e até o que podemos fazer por alguém que realmente amamos. Esse tema parece relembrar alguns Best-sellers atuais, no entanto, sua narrativa e a forma como […]

Por:

Diferindo da adaptação cinematográfica de William Wyler, de 1939, O Morro dos Ventos Uivantes, trata-se de um romance psicótico que nos leva a contestar até que ponto podemos chegar e até o que podemos fazer por alguém que realmente amamos. Esse tema parece relembrar alguns Best-sellers atuais, no entanto, sua narrativa e a forma como o romance é conduzido nos faz perceber a diferença da literatura de 1847 com a de 2011.
A narração nos conta a história da família Earnshaw e como um novo membro, Heathcliff, foi introduzido nela, bem como as consequências que a presença deste acarretou.


Nenhum detalhe é perdido no livro que consagrou Emily Brontë e a narrativa é tão envolvente que eu li sessenta páginas em um único dia, sem parar. Peguei um papel e comecei a esboçar uma árvore genealógica de acordo com os acontecimentos e os membros da família que iam aparecendo (a mesma dica é válida para aqueles que tenham interessem em ler Cem Anos de Solidão, do Gabriel García Márquez e Entre os Atos, da Virgia Woolf).
O mais surpreendente e intrigante na história é o fato de que, sua autora, Emily Brontë, foi educada com grande simplicidade em um ambiente campestre, isolada do mundo, salvo a convivência com seu pai e suas irmãs, que também escreviam. Todavia, os livros da autora nada se parecem com as sutilezas escritas por suas semelhantes, apresentando, aqui, uma trama de mistério, sombria, psicótica e destilando toda a beleza dos romances tradicionais da época.


Opinião de usuários