Introdução Esse é o resumo que fiz da minha interpretação do livro “Cultura da Convergência”, do autor e renomado pesquisador de mídia, Henry Jenkins. Esse resumo conta também com um pouco da minha visão e com a experiência que tenho com internet e novas mídias. Para exemplificar, um pouco, o conceito de narrativa transmídia, publiquei esse […]

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Introdução

Esse é o resumo que fiz da minha interpretação do livro “Cultura da Convergência”, do autor e renomado pesquisador de mídia, Henry Jenkins. Esse resumo conta também com um pouco da minha visão e com a experiência que tenho com internet e novas mídias.

Para exemplificar, um pouco, o conceito de narrativa transmídia, publiquei esse resumo também em mais duas versões, uma apresentação de slides no SlideShare, de forma mais detalhada e visual e outra através de um vídeo que eu gravei para o YouTube. Clique nos links para ver os slides e assistir meu vídeo-resumo.

Para mais conteúdo como esse, assine minha newsletter. Segue abaixo o resumo:

Cultura da Convergência, de Henry Jenkins

Temas do livro

● Lançado em 2009, por Henry Jenkins

● 3 tópicos:

○ Convergência dos meios de comunicação

○ Cultura participativa

○ Inteligência coletiva

● Uma série de cases:

○ Survivor (No Limite), American Idol, Matrix, Star Wars, Harry Potter

Survivor (No Limite) e a cultura participativa

● Reality show de 2000

● No Brasil: “No Limite”

● Cultura do spoiler

● Descoberta dos segredos e adivinhação

● Web spoilers

● Em fóruns da web

● Usuário ChillOne

● Livro “The End of the Surpreise Ending”

● Minam as experiências consolidadas historicamente como surpresas

● Produtores do programa plantavam informações falsas nos fóruns

American Idol / Ídolos

● Campanha web “Vote nos Piores” fazia boicote e divertia

● Espectadores internautas achavam a competição futil

Narrativa transmídia “A narrativa transmidiática refere-se a um novo modelo que surgiu em resposta à convergência de mídias, captando as exigências dos consumidores e dependendo da participação ativa das comunidades de conhecimento. A narrativa transmidiática é a arte da criação de um universo”.

— Henry Jenkins, 2009

Matrix

● Henry Jenkins cita um excelente exemplo

● Tinha uma narrativa transmídia

● Transmídia: a obra é lançada em diferentes mídias e uma coisa se encaixa a outra

● Matrix é um exemplo perfeito desse tipo de narrativa

● Ele tinha o filme, que era a obra principal, mas ao mesmo tempo:

● Unia games + cinema + quadrinhos + anime

● Enredos que não se repetem, mas sim se somam e formam uma única história

Matrix

● Personagens de uma mídia coexistem em outras e fazem sentido na soma da trama geral

● Personagens que são principais no game e secundários no filme

● Coisas minuciosas e propositais que só acompanhando as outras mídias poderão ser entendendidas

● Assim como o filme tinha uma linguagem de videogame

● Inspiração em várias religiões, outros meios e obras da cultura pop –

Converge até nessas áreas

● Em Matrix vemos equivalentes à personagens da mitologia clássica

● A lenda do herói, de Joseph Campbell

Harry Potter

● Harry Potter incentivou a criançada a ler e se interessar por leitura

● Suas próprias histórias, com base no universo de J.K. Rowling

● Convergência e transmídia de um jeito mais profundo

● Só os produtos não eram suficientes

● Os fãs então criaram os fanzines

● Chamada de relação de “baixo para cima

● Nesse caso aconteceu com respeito, pois a Warner Bros. respeitou a produção e necessidade dos fãs

● Acham que isso faz parte de ser fã e perceberam que, inclusive, era vantajoso para eles

Star Wars

● Fanzines de Star Wars

● George Lucas não foi receptivo à ideia

● Ele não permitiu que os fãs criassem suas próprias histórias à partir dos personagens e do universo

● Direitos autorais

● A empresa acha que isso “foge da visão que eles tem de um fã”

Cultura participativa e de compartilhamento

● A mídia digital potencializou isso

● Nos “primórdios”: Napster, P2P e compartilhadores de arquivos

● Consumidor-produtor e o produtor-consumidor, não existe mais limites

● Há interação entre produtor e consumidor

● Produtores de mídia estrangeira podem se globalizar

● Cultura do open source e da livre informação

Cultura participativa e de compartilhamento

● Compartilhamento de conhecimento, de ideias, fóruns

● Comunidade ativa, colaborativa e participativa

● Senso de comunidade, tanto no virtual e tendo o mesmo pensamento migrado pro mundo real

● Convergência = Mudança cultural e não tecnológica

● Senso de cooperação

● Consumidor também é um produtor (YouTube, blogs, SlideShare, redes sociais)

Democracia e liberdade de informação

● Era da informação e da liberdade de informação

● Democracia e ampliação das possibilidades na política (Photoshop, blogs,

YouTube)

● Softwares e web-softwares com a possibilidade WYSIWYG facilitaram e todos agora tem o poder de se expressarem

● O Photoshop pela democracia dá a “pessoas comuns” os mesmos poderes e as mesmas importâncias políticas das charges de um grande jornal

● Assim como o “blog” permite uma democracia editorial

Democracia e liberdade de informação

● É o fim do monopólio dos grandes veículos de comunicação

● A possibilidade de streaming no YouTube

● A difusão da banda larga foi um importante fator facilitador

● Conteúdos produzidos por pessoas “comuns” concorrem” com grandes canais da indústria do telejornalismo, como a CNN, por exemplo

● Liberdade de expressão

Lovemarks – Cultura participativa

● Lovemarks = relação “de amor” entre consumidores e marcas

● Economia afetiva, onde as marcas não querem mais apenas fechar uma compra, mas querem estabelecer um relacionamento com o consumidor

● Cokemusic.com, iniciativa da Coca que unia música+cupons da Coca+compartilhamento+avaliação de músicas

● Com base na economia afetiva, tem se aplicado cada vez mais a estratégia: publicidade+indústria do entretenimento

● Campanhas cada vez mais em diversas mídias e unindo o digital e analógico de forma integrada

Cultura da convergência na educação

● Letramento midiático = considerado nas escolas como cola e não como estudo por compartilhamento coletivo

● As crianças ensinam os mais velhos na internet, e vice-versa, é democrático até na idade

● Harry Potter incentivou a criançada a ler e se interessar por leitura

Impacto asiático

● Invasão oriental no ocidente

● Otakus, gamers e animes

● Animes vs. Irmãos Grimm

● Pokémon vs. Disney

● Kingdom Hearts: personagens de Final Fantasy, da Square (RPG japonês) juntos com os personagens da Disney

Mídias tradicionais e novas mídias

● Mídias de massa são passivas

● Mídias digitais são ativas e participativas, interativas

● Mais do que uma mudança tecnológica, é uma mudança cultural

● O que mudou também foi a cabeça dos consumidores individuais e das interações sociais

● Tecnologias e mídias tradicionais não morrem, são incorporadas e transformadas por novas tecnologias e práticas

Mídias tradicionais e novas mídias

● As duas formas de mídia colidem e coexistem

● As novas mídias não destruíram as antigas, mas sim se mesclaram e incorporaram elas

● Comportamento migratório e “infidelidade” do consumidor entre os veículos

● Fenomeno midiático

● Também são mídias interativas

● Sem unificação numa “caixa só”

● Um grande exemplo são os celulares, é quase impossível achar algum hoje em dia que só faça ligação

● Não vai existir um único lugar monopolizador de todas as funções de comunicação

Mito da “caixa preta”

● Segundo Jenkins, “convergência é um meio e não o ponto final”

● Multi-telas e todo tipo de mídia funciona em uma tela só, entretanto:

● “Não vai existir um único aparelho que acabará com todos os outros”

● Não existe esse mito

● Falácia da “caixa preta”, uma única caixa que faça tudo

Photoshop pela democracia

● Um rapaz fez uma montagem com Osama Bin Laden e Beto da Vila Sésamo

● Se seguiram alguns fatos: 1. Produziram camisetas e pôsteres antiamericanos com essa imagem 2. A imagem acabou em uma colagem de fotografias similares que foi impressa em milhares de pôsteres e distribuída em todo o Oriente Médio 3. Repórteres da CNN registraram uma multidão marchando em passeata pelas ruas, gritando frases antiamericanos e agitando cartazes com Beto e Bin Laden


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